Editorial - abr/2009

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Editorial

A Organização das Nações Unidas divulgou, em recente informe, que a população mundial chegará a sete bilhões de pessoas no começo de 2012 e nove bilhões em 2050.

O dado é preocupante se considerarmos os imensos desafios que estão postos para equacionar a utilização dos recursos naturais - sabidamente finitos. Em tempos de crise financeira, a projeção do crescimento populacional é uma incógnita a mais na já difícil equação do desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente correto.

No ano em que o movimento de proteção animal completa 200 anos e a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela Unesco, celebra seu 31º aniversário, uma revisão dos padrões adotados mundo afora será muito bem-vinda. A despeito do dever moral que deve nortear as ações humanas, o respeito a todas as formas de vida fará toda a diferença para a sobrevivência dos povos. Isto por que a importância do bem-estar animal está bem definida - seja pela ciência, juristas, cientistas políticos, filósofos ou economistas.

Todavia, o reconhecimento e o planejamento dos modelos adotados pelos tomadores de decisão, em muitos casos, seguem negligenciando as evidências. A eles bastaria correr os olhos nos mapas para perceber que a necessidade de cuidar dos animais é clara, uma vez que no mundo os povos dependem dos animais, tanto para o sustento quanto para fins de companhia.

O olhar ofuscado por interesses outros, que não o do bem comum, responde pelo abandono de animais humanos e não-humanos, pela pobreza, por padrões insustentáveis e disseminação de doenças. Significa dizer que já passa da hora de aprender as lições.

Felizmente os ventos da mudança sopram em muitas frentes. É o caso da União Européia que apoiou, por unanimidade, a campanha por uma Declaração Universal de Bem-estar Animal.

No Brasil, o Ministério da Agricultura assume o bem-estar animal, definitivamente, como política pública e lança o Programa Nacional de Abate Humanitário, em parceria com a WSPA.

Alguns avanços no cenário legislativo sinalizam a força do movimento de proteção animal, que segue crescendo na luta pelos que não têm voz.

Que as águas que fecharam o verão lavem os olhos turvados pela intolerância e abram caminho para novos tempos. Eles serão definidores de um futuro não muito distante.

 

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Sociedade Mundial de Proteção Animal
Av. Princesa Isabel, 323 - 8º andar - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 22.011-901 - TEL.: 21 3820-8200

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