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Brasil
Protetores querem o fim das mortes de animais de rua em Recife
Movimento organiza protesto e exige a adoção de políticas públicas conforme orientação da Organização Mundial de Saúde
O movimento denominado "Recife contra a carrocinha" reuniu cerca de 150 pessoas ligadas a diversas instituições de proteção animal na Praça Tiradentes, no centro do Recife. O ato pacífico tem por objetivo desencadear o diálogo com o Executivo local para a adoção de políticas públicas humanitárias em relação aos animais que vivem nas ruas da cidade pernambucana. Armados de informação precisa, os ativistas vestiram camiseta vermelha e distribuíram panfletos para a população. A coordenação do movimento é do grupo ADA, Ativistas pelos Direitos dos Animais. A data escolhida para o protesto coincide com o dia em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos dos Animais.
O trânsito não parou completamente. Mas a estratégia de seguir pelas ruas fez com que o fluxo seguisse lento, o que chamou atenção não apenas da população, mas contribuiu para que uma comissão fosse recebida por representantes do Centro de Vigilância e Saúde e do Centro de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Saúde. No encontro, os manifestantes entregaram uma pauta de reivindicações e uma petição com 3.262 assinaturas, coletadas de 8 de novembro a 9 de dezembro deste ano.
Reivindicações
Segundo os organizadores, a primeira das reivindicações é de que seja aberto, de imediato, um canal de diálogo permanente da Prefeitura do Recife com o Movimento Recife Contra a Carrocinha. A participação do Ministério Público, do Poder Judiciário, Polícia Militar e Civil também foi solicitada e a pauta de discussões deverá girar em torno da construção de uma agenda cooperativa. “A intenção é que possamos tratar dos aspectos éticos, veterinários, jurídicos e administrativos relativos às questões dos animais não humanos de rua, com o intuito de criarmos um projeto de lei que vede o extermínio indiscriminado de animais, como é feito hoje. Queremos propor a mudança nas políticas públicas para o controle populacional de animais do município”, revela a coordenadora do movimento – Natália Albuquerque.
O grupo também solicitou que sejam adotadas medidas práticas, como: a identificação dos animais, a fim de monitorar a população; o controle de natalidade por meio de captura, esterilização, reabilitação e soltura dos animais sadios e inofensivos; o investimento em campanhas de conscientização para a guarda responsável dos animais domésticos e a imunização dos animais antes da sua devolução às ruas.
De acordo com a coordenadora, o resultado do encontro foi positivo. “Saímos de lá com o compromisso firmado, por escrito, de um canal permanente de discussão sobre os procedimentos adotados com os animais de rua”. Albuquerque revela que ficou agendada uma reunião com a Comissão Gestora – formada por representantes do poder público, representantes do movimento de proteção animal e ativistas. O encontro será no dia 18 de dezembro.
Na petição que circula pela internet desde o início de novembro, os signatários alegam que “a política pública da cidade do Recife para o controle de zoonoses associadas a cães e gatos tem sido direcionada, há décadas, ao obsoleto método chamado de captura e extermínio”. Para a captura dos chamados animais errantes, os Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) utilizam o veículo conhecido como carrocinha.
Para os representantes do movimento "Recife contra a carrocinha", o tema está tendo uma boa repercussão na imprensa, com adesão cada vez maior de pessoas nesse debate.
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O que diz a Organização Mundial de Saúde
- Os estudos científicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) comprovaram que o método de sacrifício sistemático e indiscriminado de cães e gatos errantes é ineficaz ao controle da superpopulação desses animais, por conseguinte, inapto ao controle das zoonozes.
- O método mais simples e mais amplamente empregado para o controle da população errante de cães e gatos consiste no controle da natalidade, vacinação, educação ambiental e participação da comunidade, com estímulo à guarda responsável.
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Serviço:
Para assinar a petição, clique aqui.
Para saber mais sobre o movimento "Recife contra a carrocinha", clique aqui.
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