Deputado Ricardo Tripoli propõe a proibição do abate de chinchilaApresentado em setembro deste ano, o Projeto de Lei 5956/2009, do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), propõe o fim do abate de chinchila para fins da comercialização de sua pele. A proposta está em análise na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS), onde foi designado relator o deputado Fernando Marroni (PT-RS). Para Tripoli, que é coordenador do GT de Fauna da Frente Parlamentar Ambientalista, a questão que se coloca nesta proposta está acima dos interesses comerciais. “Sentimo-nos no dever de combater o sacrifício de espécies animais realizado para alimentar única e tão somente a vaidade humana. Com essa medida, visamos promover na sociedade brasileira valores em defesa da vida e contra os maus-tratos aos animais”, afirma.
Para se fazer um casaco, é preciso abater entre 40 e 50 chinchilas. “Por que ceifar a vida desses pequenos animais para confecção de casacos de luxo?”, questiona Tripoli. O parlamentar lembra que a indústria da moda dispõe de tecnologia para produzir roupas de igual qualidade com outros materiais. Segundo ele, o mercado consumidor de peles animais tem crescido nos últimos anos. “Estima-se que o comércio global de pele de chinchila atinja mais de US$ 10 milhões por ano”, comenta. O Brasil destaca-se como segundo maior produtor mundial. Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro são os principais estados produtores. Na natureza, as chinchilas estão protegidas como animais ameaçados de extinção. Desde a década de 1960, as chinchilas também passaram a ser comercializadas como animais de estimação. O PL 5956/09, está sujeito à apreciação conclusiva nas comissões de Meio Ambiente e Constituição e Justiça e de Cidadania. Na CMADS não houve apresentação de emendas à proposta, que aguarda parecer do relator. |