Página Inicial   |   Sobre o OLA   |   Entre em Contato

Sobre o OLAEdições AnterioresSobre a WSPARede de AfiliadasLinks de Interesse

Assine o Observador da Legislação Animal

Matéria de Capa | Entrevista | Destaques | Congresso Nacional | Brasil | Editorial

Destaques

Exportação de gado em pé gera desvantagens econômicas para o Brasil

Relatório lançado este mês pela WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal aponta as perdas econômicas da exportação brasileira de gado em pé, estimadas em 50 milhões de reais por ano.

Elaborado pelo economista Reinaldo Gonçalves, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o estudo "Desvantagens Econômicas da Exportação Brasileira de Gado em Pé" traça um panorama da cadeia produtiva, mostrando o quanto esse comércio é injustificável economicamente, além de extremamente prejudicial aos animais.

Segundo a publicação, a exportação de bovinos para o abate em outro país é uma atividade retrógrada que traz inúmeros prejuízos ao Brasil. Assim como a exportação de qualquer matéria-prima, faz com que o país deixe de gerar renda, arrecadar tributos e criar empregos. O impacto direto nas indústrias de processamento de carne, couro, alimentos, farmacêuticas e outras é estimado em cerca de 5 mil postos de trabalho.

Por outro lado, o desenvolvimento da cadeia produtiva da carne e do couro, com a substituição da exportação de gado em pé por produtos manufaturados, geraria maior entrada de divisas no país. Segundo o autor, no mercado internacional o preço médio da carne congelada é duas vezes maior que o preço médio do quilograma do bovino vivo.

Vale ressaltar que a exportação de gado também envolve o transporte por longas distâncias, situação que causa intenso sofrimento aos animais. Durante o trajeto, os bovinos passam por condições extremas, desde desconforto e estresse térmico, até privações de água e comida. A taxa de mortalidade é elevada, chegando a 10% na rota Pará-Líbano, viagem que dura até três semanas.

Soluções

O relatório apresenta diretrizes estratégicas para a solução do problema. A principal conclusão é que o gado deve ser abatido o mais próximo possível da fazenda de origem e a exportação de bovinos deve ser substituída pela exportação de carne refrigerada ou congelada, couro e subprodutos. O estudo aponta que essa substituição pode ser feita de forma gradativa, em um cronograma sugerido de três anos.

Para Reinaldo Gonçalves, além de solucionar o problema do sofrimento animal e dos riscos do transporte por longas distâncias, essas medidas agregam valor ao capital investido nas cadeias produtivas. "A superação do subdesenvolvimento requer a ruptura com o modelo de economia primário-exportadora", afirma o autor.

Ingrid Eder, gerente de campanhas da WSPA Brasil, ressalta que as soluções apontadas no relatório são fundamentais para por fim ao sofrimento dos animais no transporte por longas distâncias. Também defende que, além dessas soluções, é preciso criar legislação específica para estabelecer o tempo máximo de transporte de animais.

 

Buscar:
Informe-se

 

Sociedade Mundial de Proteção Animal
Av. Princesa Isabel, 323 - 8º andar - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 22.011-901 - TEL.: 21 3820-8200

Admin

Mapa do Site   |   Política de privacidade   |   Termos de uso